Resenha #125 | O Garoto Quase Atropelado, de Vinícius Grossos | Faro Editorial |

Sinopse: Uma história inesquecível sobre adolescentes que escolheram acreditar no que sentiam. Você vai se emocionar" - Bruna Vieira, autora do Depois dos quinze. Um garoto sofreu com um acontecimento terrível. Para não enlouquecer, ele começa a escrever um diário que o inspira a recomeçar, a fazer algo novo a cada dia. O que não imaginou foi que agindo assim ele se abriria para conhecer pessoas muito diferentes: a cabelo de raposa, o James Dean não-tão-bonito e a menina de cabelo roxo, e que sua vida mudaria para sempre! Prepare-se para se sentir quase atropelado de uma forma intensa, seja pelas fortes emoções do primeiro amor, pelas alegrias de uma nova amizade ou pelas descobertas que só acontecem nos momentos-limite de nossas vidas. Estar vivo e viver são coisas absolutamente diferentes!
O Garoto Quase Atropelado | Vinícius Grossos | Faro Editorial | 272 páginas | Avaliação: 5/5 | Skoob


O Garoto Quase Atropelado nos leva a conhecer a vida de um garoto o qual não sabemos nem seu nome, muito menos seu endereço. O que sabemos é que ele sofre de depressão profunda devido a um acontecimento trágico em sua vida. Então, com medo que o garoto se suicide, a mãe o leva para fazer terapia, onde a psicóloga propõe que O Garoto Quase Atropelado escreva em um diário, durante um determinado tempo, todos os seus sentimentos e os acontecimentos do seu dia a dia. Ele nem sabe se o que está fazendo é certo e se irá ajudar de alguma forma, mas ama muito sua mãe para não tentar deixá-la despreocupada.
Realmente, é difícil lidar com a dor, que parece infinita, quando você perde a única pessoa que não o deixava se sentir a criatura mais solitária e perdida do mundo.
Porém, o garoto não imaginava que, ao começar a escrever, por coincidência ou não, sua vida mudaria completamente e, ao longo da leitura dos acontecimentos do seu dia, das suas reflexões, passamos a nos sentir cada vez mais conectados com o personagem, ele passa a fazer parte das nossas vidas e nós da dele.
Essa nova aventura tem início quando, ao sair para passear de bicicleta, ele é "quase atropelado" por uma garota linda de cabelos vermelhos, a qual ele passou a chamar de Cabelo de Raposa.Cabelo de Raposa e seus amigos, James Dean não tão bonito e a Menina do Cabelo Roxo, aparentam ser tão cheios de vida e seguros de si que acabam contagiando O Garoto Quase Atropelado. Mas à medida que eles vão se conhecendo, vão percebendo que nenhum deles sabe viver sem as máscaras para esconder seus medos, suas cicatrizes. Juntos eles vão tentar reaprender a viver, pois os quatro escondem muitos segredos e tem muita dificuldade em falar sobre seus problemas e seu passado.


Acompanhar a jornada desses quatro não é tão fácil assim, já que vamos conhecendo as dores de cada um e nos solidarizando com os personagens e com o rumo que tomam em suas vidas. Em muitos momentos a leitura se torna difícil, o sentimento de raiva vem à tona e cada um dos personagens com sua personalidade consegue nos surpreender e muitas vezes levamos um tapa de realidade, pois os assuntos abordados são mais comuns do que imaginamos e passamos a indagar: será que não tem alguém bem próximo a mim se sentindo da mesma forma?
O Garoto Quase Atropelado, trata de preconceito, abuso sexual, violência, amizade, família. Você vai rir e chorar com esse livro e no final vem o melhor: a reflexão sobre a vida. Estamos vivendo ou apenas existindo?
- A vida é feita de lembranças, não? Às vezes, eu apenas penso... Ninguém é completamente feliz neste mundo. Acho que a vida de todos é feita de coisas boas e coisas ruins. E, no final, quando as coisas ruins chegam e a gente se sente perdido e mal, as boas recordações servem para nos agarrarmos e tentarmos suportar.
O livro é narrado em primeira pessoa e é dividido pelos dias do mês em que o garoto escreveu em seu diário. As folhas são amareladas e a capa é muito bonita, refletindo muito bem a essência da história. Temos umas ilustrações em uma parte do livro e, apesar de serem simples, me tocaram bastante pelo contexto. Recomendo esse livro para os que se sentem sozinhos, os que estão tristes e principalmente para os que estão alegres, pois esse livro nos faz refletir e agradecer ainda mais pela vida. Ao final do livro, Vinícius Grossos nos lança um desafio e tenho que confessar a vocês que eu ainda não me senti pronta para realizá-lo.
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