28.4.17

Resenha #100 ♥ A Escolhida, de Amanda Ághata Costa | Editora Arwen


O meu nome é Ariali e, desta vez, não são as vozes que me dizem isto.

ROMANCE/FANTASIA | 452 PÁGINAS | EDITORA ARWEN | AVALIAÇÃO 5/5 | SKOOB


A Escolhida é o primeiro livro de uma série e nele conhecemos Ariali, uma garota fruto da relação entre um anjo e um demônio, no entanto, poucas pessoas sabem dessa origem. A moça foi abandonada ainda cedo pelos pais e guarda grande rancor por conta disso. Infelizmente, para todos, o que mais a domina é a origem demoníaca, fazendo com que a garota só encontre prazer no sangue derramado e nos últimos suspiros de suas vítimas, que são atraídas nas ruas escuras, pelo seu rosto angelical e poder de hipnotização.

Algumas leis eram impostas desde tão cedo que não tínhamos o que fazer, a não ser concordar. Mesmo que no fundo discordássemos. O comodismo é o grande mal do século.

Ari é rejeitada por todos. Ela mesma não faz questão de construir laços, por isso vive as noites vagando pelas ruas, procurando as próximas vítimas antes que enfraqueça pela falta de mortes. E em um desses dias de caça, a garota acaba sendo capturada por dois feiticeiros, que alegam que sua presença é solicitada pelo mestre.

A partir disso, a vida dela vira do avesso. Ela acaba se envolvendo mais do que o planejado com algumas pessoas do Círculo – moradia dos feiticeiros – e acaba fazendo verdadeiras amizades lá dentro. Amizades que a fazem perceber que ficar sem tirar vidas talvez não seja tão ruim. Mas ela também descobre que foi alvo de um feitiço lançado pelo próprio mestre, Egran, que a impede de se afastar do Círculo e a obriga a realizar algumas missões – que envolvem, basicamente, assassinar pessoas importantes (o que não seria problema, se ela não tivesse resolvido mudar). Agora ela tem que esconder as verdades do mestre e ainda partir para essas missões, que provocam o pior lado da garota.

– Esperei todos esses anos para te ter por perto, e agora eu finalmente te tenho ao meu lado. Ainda parece um sonho.

Melhor. Leitura. De. 2017! Só digo isso. Geeeente. Se antes eu tinha curiosidade em conhecer a escrita da Amanda, agora quero ler tudo o que ela escreve. Essa mulher me colocou em uma montanha russa em poucas páginas. Em um momento, queria abraçar Ariali, queria abraçar Luke, queria abraçar todo mundo e, no outro, gente, que vontade de espancar essa guria por causa das atitudes dela! Muitas coisas me impressionaram nessa história e vou tentar resumir algumas delas pra não deixar essa resenha sem fim. x)

Uma das coisas que mais gostei foi a forma como a autora trabalhou o relacionamento do Círculo com o mestre. Nota-se claramente uma espécie de abuso de poder, onde os feiticeiros só obedecem por medo. E isso é representado na forma como as coisas são ensinadas. Egran não trabalha o potencial de seus alunos, pelo contrário, ele controla cada porção de feitiço que será ensinado, justamente para que os outros não fiquem mais poderosos que ele e comecem uma revolução. Egran se acha o todo poderoso, quando, na verdade, só o que faz é controlar para que ninguém tente derrotá-lo.

Todos falavam de amor, todos os dias. Era cansativo escutar tanto sobre algo que era igualmente desvalorizado por uns e idolatrado por outros. Para mim, este era um sentimento ainda tão longínquo. [...] o amor deveria existir para que te sugasse as coisas boas e ruins até a última gota. O amor deveria ser mais do que sentido. Deveria ser respirado.

Outra coisa foi o modo como a conexão de Ari com Luke foi evoluindo aos poucos. Conforme as páginas vão passando, nós descobrimos coisas do passado que vão se encaixando e dando cada vez mais sentido ao enredo. Mas Ari era uma garota de personalidade forte, que viveu grande parte de sua vida sozinha, sem nenhuma demonstração de afeto, então era de se esperar que ela não tivesse tanta facilidade em se permitir ter envolvimento com alguém. A Amanda construiu essa relação de um jeito tão lindo que era como se Luke fosse conduzindo Ari, degrau por degrau, até conseguir conquistar a confiança da moça. Ele respeitou o tempo dela e, por mais que eu tenha ficado muito irritada com as crises de ciúme dela, foi engraçado e ao mesmo tempo muito fofo ver os primeiros passos da vida amorosa dela.

Estou chorando por Tyla, por Lina, por todos aqueles que tiveram suas vidas encerradas ao terem-me em seus caminhos.

Eu li através do pdf que foi disponibilizado na nossa parceria, mas mesmo assim me apaixonei pela edição da Arwen. No topo da página temos o título da obra e o nome da autora e a numeração das páginas é enfeitada por uma pena. No início de cada capítulo tem alguns ornamentos enfeitando a página. Quando os personagens precisam se comunicar através de bilhetes, há uma fonte diferente, representando a letra de cada um que escreveu. E nas primeiras páginas ainda temos uma ilustração de Ari com seu arco e flechas e a mochila que sempre carrega. É legal notar o detalhe das asas, que a cada morte vai perdendo cada vez mais penas.

Tudo o que constitui essa obra ficou maravilhoso! Eu estava com saudades de ler obras nacionais e essa, com certeza, foi uma ótima experiência. O final da história foi bem vago, considerando tudo o que aconteceu anteriormente, mas eu adorei isso, porque me deixou ainda mais ansiosa pela continuação. Preciso dizer que um dos parágrafos (cuja primeira frase deixei no topo da resenha) me lembrou demaaais a abertura das séries da Warner e eu quase surtei quando comecei a ler, hahah.

“My name is Barry Allen and I am the fastest man alive…” (só que não xD).

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