Resenha #99 | Alice Black, de Carlos H. Abbud & Flávia Gonçalves | Editora Autografia


 – Está feito  – sussurrou a sombra , apontando-lhe o dedo quase sólido, como antes fizeram os vultos.  – Você é minha agora.

ROMANCE | 320 PÁGINAS | EDITORA AUTOGRAFIA | AVALIAÇÃO 3/5 | SKOOB


Alice é uma garota ingênua que vive sendo humilhada por sua irmã e os amigos, companheiros de banda dela. Eles chamam Alice de desplugada e a tratam como uma escrava que está ali só para servi-los.
Um certo dia, Alice sonha com um morcego gigante, que lhe fala que agora ela é dele. Quando a garota acorda se sente mal, mas quando conta aos outros, eles zombam dela. Porém, o que Alice não imagina é que isso pode ser um aviso do que está por vir.
Ante as risadas de todos, Alice andou devagar até onde havia atirado o morcego falso. Aquele animal jogado no chão, de olhar esbugalhado e vazio, parecia refletir perfeitamente a confusão que pesava dentro de sua cabeça.


Alice e Melissa cresceram juntas nas ruas, Alice se tornou uma pessoa boa e, apesar de cantar e tocar muito bem, quem vive nos holofotes é Mell, que se tornou uma pessoa horrível.
Certo dia a banda resolve fazer algo muito cruel. Eles vendem a alma de Alice para James, o Príncipe das Trevas, em troca de sucesso e fama. Para que o plano dê certo, a banda manda Alice receber para eles o cachê de um show, quando a garota sai do elevador, percebe que se encontra no inferno. Bom, não bem no inferno, é um lugar onde ficam as pessoas que são dadas a James por pactos.
– Tem certeza?  –  perguntou ele, aproximando-se lentamente.  –  Pois digo que você está prestes a descobrir que essas coisas existem, há incontáveis eras.
Alice acaba descobrindo que as bandas que fazem pactos com o Príncipe das Trevas, fazem um show na Cidade Paraíso, então a garota saí a caça de sua irmã Melissa.
Alice Black, para mim não foi uma boa leitura. Apesar de ter lido várias críticas positivas, não consigo sentir o mesmo carinho pelo livro, como os demais tiveram. O que mais me incomodou foi a ingenuidade de Alice, deixando que todos tratem ela como um lixo e sem falar nada. Ela parece aceitar muito fácil tudo isso e acredita cegamente que o que aconteceu de ruim com ela não passa de um grande mal-entendido. Claro que no decorrer ela evolui e se torna uma mulher ousada e forte, até chegar ao título de princesinha do inferno.
– "... e a música que temos que cantar ecoa distante ... como o som ... de um moinho de vento rodando ... Acho que sempre seremos soldados da sorte"  –  cantou ela, enfim, perante o olhar atento do Príncipe.
O livro é narrado em terceira pessoa, pela visão de Alice e é dividido em trinte e oito capítulos. As folhas são brancas e a fonte é de bom tamanho, com poucos erros ortográficos.
Recomendo esse livro para os amantes de Rock and Roll, já que tem várias referências a bandas, músicas e cantores.  


Título: Alice Black
Autor: Carlos Henrique Abbud & Flávia Gonçalves
Páginas: 320
Editora: Autografia
Ano: 2015
Avaliação: 3/5
Sinopse: E se um fã de rock descobrisse que todas as letras, símbolos e capas de álbuns são apenas reflexos de uma intensa realidade oculta para meros mortais?
Alice é roadie da Mell's Angels, uma banda de rock iniciante, cuja estrela é sua irmã mais velha. Humilhada constantemente pelos integrantes, sua situação piora quando descobre que eles venderam sua alma em troca de sucesso imediato. Lançada no submundo, enquanto a banda desponta para o estrelato, Alice inicia uma louca jornada através dos perigos, descobertas, desafios, e - por que não? – encantos de um inferno totalmente rock and roll, governado por um Príncipe das Trevas que talvez nem seja tão terrível assim...
Livro cedido em parceria com os autores.

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