24.2.16

[Primeiras Impressões] O Sol Perdido, de Luiz Henrique Mazzaron

Somos ágeis. Somos espertos. Somos muitos.
[...]
Somos unidos. Somos astutos. Somos agentes das sombras.
Somos Raposas.

Título: O Sol Perdido – As Lendas de Illusa #1
Autor/a: Luiz Henrique Mazzaron
Editora: Arwen
Páginas: 342
Onde comprar: Arwen Store

Sinopse: Erik é órfão e faz parte dos Raposas Prateadas, grupo de ladrões infame do Reino do Norte. Em meio à tensão política e econômica vigente no reino, decidem fazer o roubo do século. O alvo? O castelo real.
Tudo parecia perfeito, mas as coisas não saem como planejado: a missão falha e o grupo de Erik é capturado. Seria o fim de todos, mas Aleshandra, rainha regente, revela que o rei Corben Leindrast desapareceu e propõe uma troca: a vida do bando pelo rei, ou simplesmente pelo anel real, indispensável para resolver a questão da sucessão do trono.
Sem escolhas, Erik parte em uma jornada tortuosa pelas terras de Illusa junto aos Raposas e a escolta da revolucionária princesa Taíssa Leindrast, desbravando terras perigosas e enfrentando de mercenários a grandes dragões.
Mal sabia ele que aquela aventura se desdobraria em algo muito maior e mais perigoso, que mexeria não só com suas crenças sobre aquela sociedade movida pelo poder e pela fé distorcida, mas também com seu coração solitário e com o destino de todos os povos.
Intrigas, traições, um romance proibido e o despertar de um mal antigo permeiam a busca pelo rei, abrindo caminho para aquela que seria conhecida como a mais fantástica das Lendas de Illusa.

      Eu conheço o trabalho do Luiz há algum tempo, quando lia resenhas de sua obra Máscara, publicado em 2013 pela Editora Novo Século. Depois que li uma postagem de primeiras impressões a respeito de seu lançamento, O Sol Perdido, primeiro livro da trilogia As Lendas de Illusa, através da Editora Arwen, e vi que ele havia se aventurado na fantasia mesmo depois de ter achado seu conforto nos livros de suspense, eu agarrei a oportunidade de conhecer a escrita do autor e não me decepcionei.
      Confesso que, no início, não consegui me aprofundar na história e isso causou certo atraso durante a leitura, porém foi só persistir um pouco e continuar com a leitura que logo não consegui mais parar. Todos os personagens foram criados de forma magnífica, com características únicas que fazem o leitor sentir diferentes emoções com cada um.



      Erik é destemido e, por mais que tente manter a calma diante de situações estressantes, nunca fica calado quando a atitude de alguém vai contra sua vontade. O amor e senso de proteção entre ele e sua irmã, Bliss, é admirável. Olímpio foi o que mais me conquistou. Líder dos Raposas Prateadas, ele é sarcástico na maioria das vezes, divertido e zeloso com os próximos e adquire uma autoridade invejável durante os momentos de agir. A única personagem que não me agradou foi Selen, a filha de um nobre que não gostava da vida entre as elites superiores e, por isso, se tornou uma das peças principais dos ataques dos Raposas. Não me perguntem o motivo de eu não ter gostado dela; eu realmente não sei.
– Veja. – Bliss pegou uma planta sobre a escrivaninha e esticou-a diante dele. – É um disparador de bombas.
– Você está progredindo no quesito destruição, hein!
      Os Raposas Prateadas são um grupo de ladrões do Reino do Sol que não se arriscam caso o objeto furtado não valha muito dinheiro. Eles vivem em uma época não determinada onde a tecnologia é difícil de ser adquirida até pelos mais importantes cargos do Reino, então tudo o que eles têm é conseguido por Bliss, que trabalha na oficina da Toca dos Raposas, através do Mercado Negro do Distrito dos Vermes. O que eu achei bem legal sobre a Toca é o fato de que ela foi criada por Al-Gheski, a terrível minhoca devoradora de Terras e isso me lembra um pouco as minhocas gigantes que deram origem à fábrica de orcs em A Batalha dos Cinco Exércitos – aliás, esta inspiração é uma das curiosidades a respeito de O Sol Perdido.
      Passar pela experiência de ler esses três capítulos disponibilizados pelo autor foi excelente. Óbvio que nesta introdução da história não vemos muito o lado da fantasia, mas tenho certeza de que grandes aventuras nos aguardam nas páginas que se seguem. O que podemos adiantar é que os Raposas são uma família unida e determinada – mas claro que sempre tem aquela pessoinha desagradável no meio. As mulheres não reclamam por pouca coisa, não são cheias de frescuras e colocam a mão na lama sem pensar duas vezes se precisar.
A noite estava bela. Uma lua majestosa derramava sobre os distritos de Basileus sua palidez, afugentando a maioria das pessoas para o interior de seus palacetes, casas e barracos. Afinal, corriam boatos que lobisomens estavam rondando o reino, e ninguém queria abusar da própria sorte.
      Minhas expectativas em relação ao livro com certeza são altas e eu tenho a certeza de que serão superadas, pois as impressões iniciais foram muito satisfatórias. Também sei que agarrarei a obra com confiança assim que tiver a chance de lê-la por completo. A escrita do autor é fantástica, de modo que, como disse no início, proporciona ao leitor um ótimo entusiasmo. A edição do livro ficou deslumbrante, apesar de eu não ter curtido muito a fonte meio medieval no título do livro e nos subtítulos dos capítulos. Acredito que a capa representa muito bem o enredo criado por Luiz. É um livro recomendado para os apaixonados por fantasia e um bom mistério.

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