Resenha: Como falar com um viúvo



Eu tinha uma esposa. Seu nome era Hailey. Agora ela se foi. E eu também.

Desde que sua esposa, Hailey, morreu há um ano, Doug Parker só pensa em se afogar em autopiedade e Jack Daniel's. Não tirou nada do lugar em que ela deixou: o sutiã continua pendurado na maçaneta da porta, o livro, sobre a mesinha de cabeceira. Nada mais tem graça e até os coelhos que insistem em aparecer no gramado de sua casa no subúrbio de classe média alta de New Radford o tiram do sério.

Mas Doug tem outras coisas com que se preocupar. Seu pai sofreu um AVC e não se lembra de quase nada. Sua mãe, uma ex-atriz de teatro, continua agindo como se ainda vivesse seus dias de fama. Sua irmã caçula e certinha, Debbie, conheceu o noivo durante o velório de Hailey, e Doug não consegue perdoá-la por isso. Seu enteado de 16 anos, que já foi um rapaz tranquilo, agora vive arrumando encrencas cada vez mais sérias.

E tudo se torna ainda mais confuso para Doug quando Claire, sua divertida e mandona irmã gêmea, grávida e prestes a se divorciar do marido, se muda para sua casa, disposta a arrancá-lo do estupor do luto e trazê-lo de volta a vida – e isso inclui começar a sair com outras mulheres.
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    Como falar com um viúvo foi escrito por Jonathan Tropper, autor de Sete dias sem fim e Tudo pode mudar. Publicado no Brasil no ano de 2010 pela Editora Sextante, tem o total de 272 páginas. Atingiu a nota 4,8 no site de vendas online Submarino, com 100% dos clientes recomendando-o e conta com a nota de 4,3 pelas avaliações do Skoob.
    O livro conta a história de Douglas “Doug” Parker, um belo homem em seus plenos 26 anos que acaba se apaixonando por Hailey, que é cerca de onze anos mais velha. Tudo é uma maravilha para Doug durante o casamento e ele não dava a mínima para os surtos de sua mãe quando se tratava de amar uma mulher que tinha evidentemente mais idade que ele.
    Mas tudo mudou quando Hailey teve de ir à uma viagem de negócios e, tempos depois, a companhia aérea ligou para o lar do casal dando a infeliz notícia de que o avião havia caído. Hailey partiu deixando um filho adolescente sob os cuidados do pai irresponsável. Mesmo algumas horas depois, Doug ainda não havia chorado e só despencou quando conseguiu falar com sua irmã gêmea, Claire, no meio da noite. E mesmo um ano depois, ele ainda não havia superado a dor – de certo modo, nunca superaria.


Mas já faz um ano que Hailey morreu e minha família e meus amigos aparentemente acham que esse é o prazo de validade do luto, como se bastasse uma rodada das estações do ano para que meu estoque de lágrimas se esgotasse e eu estivesse pronto para recomeçar a viver. – Página 24.


    Hailey era uma mulher que, segundo Douglas, estava longe de aparentar ter quase 40 anos. Era uma mulher divorciada e tinha um filho de 16 anos; seu nome era Russell. Seu ex-marido, Jim, estragou o casamento quando a traiu com uma mulher mais nova. Desde o divórcio e mesmo após a morte de Hailey, Jim nunca mais deu a devida atenção ao seu filho e só se preocupada com a atual mulher. E foi essa falta de atenção que levou Doug a adotar Russ. Mal sabiam eles que essa atitude mudaria completamente a vida de ambos.


Ela me olhou pensativa. Tinha longos cabelos cor de mel, uma pele que parecia marfim polido e olhos escuros amendoados que se arredondavam quando ela falava e cintilavam de um jeito irresistível quando ela sorria. – Página 52.

    Como falar com um viúvo é minha aquisição mais recente e também a primeira no site Americanas. Até então, eu ainda não havia ouvido falar sobre o livro, apenas via ele sendo sorteado de vez em quando em alguns blogs. Foi quando vi uma promoção na loja que resolvi comprá-lo, na mais completa ansiedade para iniciar a leitura.



    Ler apenas a sinopse foi o suficiente para que eu começasse a ler com as expectativas lá em cima, mas eu juro que não fazia nem a mínima ideia de que esta obra seria tão perfeita. Lendo este livro, eu não sabia se ria, chorava ou fazia ambos ao mesmo tempo. Me senti completamente tomada pela estória e posso até dizer que sentia a dor de Doug quando este descrevia a morte de sua amada.
    É realmente difícil achar um livro que seja inteiramente maravilhoso e a obra de Jonathan Tropper faz parte dessa categoria. Tentei pensar em pontos negativos para apresentar na resenha, mas confesso que não consegui pensar em nada e é definitivo que nenhuma parte no decorrer da leitura deixou a desejar.
    Não sei se o livro tem alguma classificação indicada, mas aconselho aos mais novos – like me – a pesquisarem e pensarem bem antes de lê-lo, pois apesar de todas as áreas positivas do livro, esse romance também possui uma linguagem pesada, o que o faz não ser recomendado para crianças.
    A Editora Sextante arrasou no trabalho que fez. A diagramação é ótima, com páginas amareladas e capítulos organizados. Alguns desses capítulos são exclusivos para mostrar as colunas que Doug escrevia para revistas e a editora fez questão de destacar isso, dando um fundo um pouco mais escuro nessas partes. A obra da capa é apaixonante, ainda mais agora que estou em uma onda de coisas simples. Realmente, um ótimo trabalho.
    Em uma análise geral, eu afirmo que foi uma ótima leitura e recomendo este livro para todos que estão atrás de algo mais descontraído e para quem está afim de chorar e dar altas gargalhadas.

Comentários

  1. Gostei da sua resenha e fiquei louca por esse livro, sou apaixonada por essa autor. <3

    http://luxuosoestilo.blogspot.com.br/

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  2. Não sabia que o livro poderia ser tão interessante. Realmente, existem algumas pessoas que demoram no luto, é algo difícil mesmo, e ainda um enteado. Nossa! Um enredo bem diferente, ao menos para mim.
    http://www.poesianaalma.com.br/

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  3. Oie!

    Confesso que já vi esse livro em varios lugares, mas sempre achei a capa meio tosca, e o titulo tambem, entao nunca li sobre o que era. Agora que li a resenha, achei incrivel, serio!

    Muito boa resenha, me deixou com curiosidade no livro!!

    Super beijo
    Gio - Clube das 6
    www.clubedas6.com.br

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  4. Olaaa
    Nossa, adorei a dica, sua resenha está ótima e o livro me atraiu muito apesar de nunca ter ouvido falar antes, amei a capa e o enredo, vou anotar a dica.

    Beijos
    Reality of Books

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  5. Oii,
    Eu não conhecia o livro, e te confesso que de cara eu não o leria.
    A Capa, não me atraiu, na verdade achei que o design das cores foi até mal usado e
    causa certa aversão, mas em compensação depois de ler a sua resenha a curiosidade foi
    a mil e me deu uma vontade enorme de fazer essa leitura.
    beijos
    Conversas de Alcova ❤

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  6. Oi Fernanda, tudo bem? Já tinha visto esse livro em alguns lugares, mas nunca me interessei. Parece ser uma história interessante e gostei de saber que você sente várias sensações durante a leitura. Gostei muito do primeiro quote que você colocou na resenha.

    Beijinhos,

    Rafaella Lima // Vamos Falar de Livros?

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  7. Não conhecia o livro e menina que resenha foi essa? Adorei!
    O luto é muito difícil mesmo , mas percebo que os homens tendem a ter mais dificuldades para superar, com certeza vou querer ler o livro,
    Bjus

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  8. Eu não conhecia este livro ainda, mas essas suas recomendações são tão pra mim *-*
    shauhsuahsuah ... adoro chorar e rir com um livro, ter um laço forte e me envolver com os personagens. A sua resenha está mara, ele acabou de entrar para minha lista de desejados <3

    xoxo
    http://www.amigadaleitora.com/

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  9. Olá! Não conhecia o livro e nem o autor, mas a história se mostra bem original. Gostei da resenha, beijos!

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  10. Oi, eu não conhecia esse livro, mas minha nossa gostei bastante do que você relatou. Fiquei curiosa e vou procurar mais sobre o livro. Acho que nunca li nada semelhante

    beijos
    Mayara
    Livros & Tal

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  11. Oi, Fernanda!
    Não é o meu tipo de livro, mas com a primeira frase já fui conquistada. Talvez eu leia sim, olha. Além disso, a capa é linda, adorei o jogo de cores (mesmo que não lesse compraria só pra decorar... hahaha)
    Enfim, é ótimo quando uma obra supera nossas expectativas, né? A gente pensa que vai gostar e quando vê já tá amando. s2
    Com carinho,
    Celly.

    Me Livrando

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  12. Olá! Também me surpreendi bastante com essa obra. Paguei muito barato no livro e não esperava que fosse tudo isso, mas a história de Doug me conquistou. A maneira como ele se relaciona com Russ, ao longo da história, é incrível. Estou curiosa para ler outros livros do autor. Beijos!

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